Neurose de mim mesmo Malvados Subscribe to my feed

Fernando Pessoa Estou ouvindo

Estou ouvindo

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Solitário

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Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos contorta…
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
– Velho caixão a carregar destroços –

Levando apenas na tumba carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!

Augusto dos Anjos
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Linha
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Desejo a você um maravilhoso fim de semana…
Abraço!!!!

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4 Respostas to “Refugio”

  1. Marie Says:

    …poema triste !
    beijinhos Dj

  2. Sammyra Says:

    Augusto dos Anjos tem mesmo essa mania de mexer beeeeeeeeeem lá no fundo da alma da gente…
    Boa escolha!
    Beijinho…

  3. Claudinha Says:

    Oi Dj!!!
    estou escrevendo pra me despedir. Seu blog é um dos que eu mais adorava ler viu??!

    To de mudança pra Sao Paulo e vou ficar um bom tempo sem blogar. Assim que der volto a esse mundo das palavras…rsrs

    Beijos!!!

  4. Indianira Says:

    [amot]

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