Neurose de mim mesmo Malvados Subscribe to my feed

Fernando Pessoa Estou ouvindo

Estou ouvindo

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Cidadão de papelão

O cara que catava papelão pediu
Um pingado quente, em maus lençóis, nem voz
Nem terno, nem tampouco ternura
À margem de toda rua, sem identificação, sei não
Um homem de pedra, de pó, de pé no chão
De pé na cova, sem vocação, sem convicção

À margem de toda candura
À margem de toda candura
À margem de toda candura

Um cara, um papo, um sopapo, um papelão

Cria a dor, cria e atura
Cria a dor, cria e atura
Cria a dor, cria e atura

O cara que catava papelão pediu
Um pingado quente, em maus lençóis, à sós
Nem farda, sem tampouco fartura
Sem papel, sem assinatura
Se reciclando vai, se vai

À margem de toda candura
À margem de toda candura

Homem de pedra, de pó, de pé no chão

Não habita, se habitua
Não habita, se habitua

O Teatro Mágico

Linha

Um Abraço e até breve.

Linha

  • Leia também:
Fernando Pessoa - Poema do Dia: “No Magno Dia”

2 Respostas to “Um papo”

  1. Karina Says:

    Boa Tarde!
    Muita saudade, logo logo to voltando.
    bjs
    Adoro vc!

  2. AcidStorm Says:

    Tô amando o 2º ato e vcocê??

    Bjs

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