Neurose de mim mesmo Malvados Subscribe to my feed

Fernando Pessoa Estou ouvindo

Estou ouvindo

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O Silêncio

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O mundo, às vezes, fica-me tão insignificativo
Como um filme que houvesse perdido de repente o som.
Vejo homens, mulheres: peixes abrindo e fechando a boca num aquário.
Ou multidões: macacos pula-pulando nas arquibancadas dos estádios…
Mas o mais triste é essa tristeza toda colorida dos carnavais
Como a maquilagem das velhas prostitutas fazendo trottoir.
Às vezes eu penso que já fui um dia um rei, imóvel no seu palanque,
Obrigado a ficar olhando
Intermináveis desfiles, torneios, procissões, tudo isso…
Oh! Decididamente o meu reino não é deste mundo!
Nem do outro…

Mario Quintana
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Linha
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Até Breve…Forte Abraço!!!!
  • Acalente sua alma:

2 Respostas to “Alma sem fim”

  1. Blogue da Magui Says:

    Econtrar poesias pinçadas na net é difícil pra caramba!

  2. malfardado Says:

    Esse poema de Mario Quintana e perfeito, reflete perfeitamente o sentimento que tenho para com o carnaval.

    Seu blog e muito bom.

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