E eis que a Vênus caiu. Ou melhor, eu caí nos braços da “Vênus de Milo”.
Tudo decorria bem quando isso aconteceu.
De certo eu mereci a queda, onde o declínio é proporcional à altura.
Não que “meu grito acordasse a vizinhança inteira”, mas quem me vê gritar?
E caio em silêncio sepulcral.
Em meio as tumbas que rodeiam-me, sou obrigado a concordar que não se deve fazer certos barulhos para não acordar os mortos, os que descansam em paz.
Seria a ignorância uma benção, como sempre me disseram.
Os mortos se abalam com neuroses pequenas que não deveriam sequer formular.
Esta é a casa dos elfos, um lugar onde a mais distinta ignorância deve ser elucidada, não um lugar para mortos que sequer entendem o lugar que se encontram.
Não maculem meu espaço. Ele é meu! É meu egoísmo!
Se a Vênus aqui jaz me abraçando, deixem que ela me segure!
Caso a essência “da queda seja a velocidade terrível”, é de suma importância tal experiência.
E assim os mortos continuam em seus devidos lugares, e não queremos que isso aconteça.
Morra em paz, mesmo que não seja “a paz que você quer”.