Eu sou filho do amor e do ódio. O Jesus dos Subúrbios.
E o que isso significa?
Nada.
Em todo viés econômico e político eu fui sentenciado e subjulgado.
Em termos práticos eu fui reduzido a nada.
Em tentativa de estruturar-me, acabei por não ser ninguém. E todos se esqueceram de mim.
Mas meus anseios e minha dúvidas se tornaram algo. Algo que não sei discernir.
Eu fujo e corro destes anseios (assim como outras pessoas o fazem) e por isso, olham-me com certa pena (talvez tristeza?) de que todo meu provável potencial se perca em meio a tais angustias.
Não sei bem ao certo o que sei. Mas sei que sei algo.
Sei que não quero ter o que saber.
Será tudo isto em vão?
Ao passo que o viés econômico volta a assombrar minha mente de modo um tanto quanto sério, sou obrigado a deixar de lado meus sentimentos e pensar de modo prático.
Eu sei quem sou, mas ninguém sabe quem sou.
Por ora, isto basta.
Dando segmento a estas sedimentações e desertificações incomuns, há de se relembrar que o viés político ainda se faz sentir.
Não sei ser político. Não cresci político.
Sei o que nada sei e sempre busco a sinceridade. Às vezes esta sinceridade se apresenta de uma forma até comedida, mas justificável. Ao menos para mim.
E por ora, isso basta.