Blam! Foi assim que aconteceu. Ou ao menos assim me contaram.
Ouvi dizer que ele passou anos reprimindo certos aspectos em seu coração, e que passou meses meditando sobre seu Eu interior. Soube até que fez jejum por sete dias e sete noites.
Assim eu ouvi.
E hoje, lá está ele, afogando em seus próprios sentimentos. Sentimentos que achava ter dominado por completo?
Como pode ter se considerado mestre de si mesmo e ainda assim permitir que isto acontecer?
És nada mais do que um reles mortal que mal sabe se cuidar. Aprendeu a usar o raciocínio e esqueceu do coração. Hoje em dia seu coração grita muito mais alto que seu intelecto.
“Disseste que se tua voz, tivesse força igual, a imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira”.
Será que é assim que ocorre? Pois ouço os gritos. Sinto a racionalidade digladiar com a emoção em uma batalha épica.
É como colocar os Deuses de si mesmo em confronto direto.
Mas, por que este pobre idiota, este bebê não simplesmente escolhe um lado?
É impossível.
Eles irão digladiar por meses até que a exaustão apazigúe os ânimos e, talvez assim, possa ser obtida alguma paz relativa.

Trata-se do antes, do agora e (se houver) um depois.