Junho 2006


Às vezes sinto-me estranho, como se quisesse gritar o que sinto. Às vezes sinto-me estranho por sempre fazer o que bem entender. Sinto-me feliz com conversas sérias, com pessoas legais, com lágrimas que caem quando querem cair. Nem tudo é tristeza, pois o sol sempre brilha. Tenho me mostrado como sou para quem realmente queira ver. Escrevo tais palavras não para alguém em especial, não para mim, nem para ninguém… Tais palavras são soltas no ar… Sem alguma amarra.

Sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta o meu desejo…

Vamos, salte! Pule! Ouça a música e dance! Haverá outras oportunidades, mas a música está tocando agora! Quer realmente parar e esperar outro dia? Besteira. Viva o agora como se não houvesse mais nada. Projete asua mente à frente, mas não tire os pés do hoje! Menina… És minha! Já sabe disso! Tens consciência disso! Pare! Não pense! Deixe acontecer! Deixe!!! Você precisa deixar! Você quer deixar acontecer!

Bata os pés e jogue as mãos para o alto!
Bata os pés e jogue as mãos para o alto!

Salte! Viva!

Cante uma canção! Abrace o seu pai! Diga Oi pros vizinhos! Pode não haver outra oportunidade. Não há nada que lhe impeças! És minha! Somente minha! Eu irei abraçar-te e beijar-te! Meu Oi será o beijo mais quente que irá receber! Eu não direi nada, pois não há mais nada há ser dito!

Bata os pés e jogue as mãos para o alto!
Bata os pés e jogue as mãos para o alto!

Dia nebuloso, vento frio, ameaça de chuva… Um conhaque para beber e um cigarro para fumar… Isso alegra o meu coração!

Devo admitir que eu esteja um tanto quanto desanimado e triste. Quando fui perguntado se realmente estava, erroneamente disse que não. Acho que estava cansado demais para perceber a própria tristeza e, acho que ainda estou muito cansado. ‘Deveria olhar melhor o que eu ando fazendo. Se soubesse, não sairia do meu lado jamais. Se não saísse do meu lado, não faria o que faço. Se não fizesse, não me sentiria triste. Se não me sentisse triste, não escreveria. Se não escrevesse, ninguém saberia. Se ninguém souber, droga, de que adianta existir? Se ninguém souber da minha existência, então eu nunca terei existido. Embora exista, quem liga para a minha presença? Quem irá chorar a minha falta?

Eu sentiria, eu choraria. Eu sinto. Eu vejo. Eu ouço. Eu sei!

Nada mais poderá ser dito de uma mente insana que nunca consegue se exprimir. Nada de novo para ser dito e nada de dito para ser novo. Complexo sistema de integração individual em uma sociedade previamente determinada pela vontade de se socializar com outros indivíduos da mesma espécie, necessitando de regulação para não autodestruição.

Contudo, como nos manter unidos se sempre queremos viver separados?’

Mal acordei e já estou com sono…

Me sinto tão sozinho, no meio dessa multidão, que não se entende, e quer me destruir. Os seus olhares parecem temer, a realidade, que nem eu, que nem você, consegue explicar…”
Sarcasmo.

 

“Escrota geração, que não gera nada…”
Os Pardais

Sinto a necessidade de algo que nunca saberei o que é. Dizer que sei é um erro, pois, nunca sei o que quero, embora eu sempre tenha certeza do ponto que eu irei chegar.

Talvez seja a tempestade mental que eu constantemente vislumbro, talvez seja uma “falta de sensibilidade”. O certo não me parece o mesmo; o errado, já não é tão hediondo. Não que eu erre, não que eu acerte. Faço o que tenho vontade. Apenas isso.

O que há de novo na vida?

Nada!

Não havia nada que ele pudesse fazer para tentar reverter às situações que já havia acontecido… Mas, por que ele queria reverter tais situações?

Adormeceu sob o luar.
Acordou com os primeiros raios de sol.
Sentiu a brisa gélida da manhã vindoura.

Estava vivo e, por enquanto, isso já lhe estava de bom agrado.