14 de janeiro de 2010

Minha verdade nua e crua

Eu queria ter percebido antes muita coisa que vejo com clareza agora. Muitas vezes você precisou mais de mim do que eu de você. Minha grosseria nunca foi mais que uma defesa, mas eu não percebia que em muitas situações não precisava estar armada. Eu tive medo de tentar compreender alguma tristeza sua e minha, tive medo de ser um apoio e na verdade estar tapando o sol com a peneira, não enxergando o real motivo da [nossa] insatisfação, que supostamente seria o nosso namoro. Isso me fazia reagir da pior maneira, grosserias, reclamações. E na verdade muitas vezes só o que você precisava era de um porto seguro, um lugar para estar, quando todos os outros estivessem ruins, e eu não percebi que também estava assim e reagia te expulsando. Não consegui decifrar os pedidos de ajuda e você não foi claro o bastante. A duvida sobre seus sentimentos em relação a mim, me cegava, eu poderia ter abdicado de muita coisa, muita briga boba, poderia abrir mão de muita bobagem em razão de um bem maior que seria nosso bem estar, mas não consegui perceber isso a tempo. Gostaria de ter sido esse porto seguro, ter te dado toda estabilidade e tranqüilidade necessárias. Como no dia 29, acho que dia 29 foi assim. Eu sempre quis fazer bem a você, independente de qualquer coisa, eu fiz bem a mim mesma, só não soube ser generosa o bastante para perceber quando ceder, quando ignorar minhas duvidas e confiar cegamente. Eu não digo que poderia ser 24h generosa, mas poderia ter sido bem mais do que eu fui. E por ultimo poderia ter sido 24h gentil, por que eu reconheço que ninguém merece grosserias, Tenho que aprender com você a ser "gentil" mesmo quando estiver falando coisas duras. Acho que você sabe como me sinto agora e espero que não me veja como empecilho para um objetivo maior. Se por algum momento você achar que vale a pena tentar recomeçar de uma maneira nova, com mais clareza, eu estou disposta a ser o que eu não fui, um lugar bom, para repousar o seu, o nosso amor.

Decretado pela India às 14:47

A Borboleta


Ela é menina-criança
Ela é mulher-menina
Ela é criança-mulher
Assim meio criança madura
Assim meio mulher infantil
Como borboletas a voar
Batendo as asas e no tilintar
Uma canção e um violão
Enfeitando histórias rabiscadas com giz
Se perde entre conceitos e crenças
E coleciona traços em pensamentos
Ela é pedra e rocha
Nome e Sobrenome
Criança madura que lapida
Todos os dias seu mundo
Com o que há de bom e de ruim
Pois mesmo no que há de ruim
FORÇA, LUZ e ENERGIA
Sendo sempre imagem resiliente e redundante
Refletida no espelho de si por dentro e por fora
É IndianirA[legria]
É sorrir, viver, colorir
Dias e vidas porque não é tão difícil
Quando se tem asas e sonhos pra dar.

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