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25 de dezembro de 2008 Nossos relacionamentos Natal, fim de ano e a gente fica meio pensativa. Tenho pensado tanto, que cansa escrever tudo. Mas eu tenho que escrever, pra não perder tudo que me ocorreu. Tudo que tá acontecendo. Todos os acontecimentos e meus mais diversos pensamentos me fazem crer a cada dia mais que no fim das contas, a única coisa que nos resta são nossos relacionamentos. Eu poderia ter toda a riqueza no mundo, todos os bens materiais que me satisfizessem, mas nada disso me faria mais humana, mais eu. Somente os relacionamentos, o quanto eu tenho dos outros, o quanto eles tem de mim, me tornam mais feliz. Sabe, Deus, o responsável pela nossa existência, já sabia isso desde o começo. Por essa razão, Ele nos deixou dois mandamentos, que resumem todos os outros: "Ame a Deus com toda a sua força, com todo o seu coração, com todo o seu entendimento." e "Ame o seu próximo como a ti mesmo." Amar é construir um relacionamento. É priorizar o que a pessoa é, ao invés do que ela tem. Deus sabia desde o princípio, que precisaríamos da companhia de pessoas, dos risos, dos choros, de comer junto, de se alegrar junto. Isso é comunhão e não há nada que substitua isso. No fim, só sobra o tipo de relacionamento que tivemos com Deus que nos leva para o céu ou não. O nosso relacionamento com os outros, vai definir que tipo de lembranças teremos na eternidade, quantas pessoas estarão no céu por nossa ajuda, o quanto teremos influenciado a vida das outras pessoas. Cada vez mais eu fico maravilhada com o meu Deus, Criador de todas as coisas, que possui sabedoria infinita além do meu entendimento. Mateus 22 36 Mestre, qual é o grande mandamento na lei? 37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. 38 Este é o grande e primeiro mandamento. 39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 20 de dezembro de 2008 "mas quando eu olho para o céu, eu vejo um outro alguém." O título desse post é um verso da música "Stars" do Switchfoot, que me faz lembrar de algo que faz muita diferença na minha vida: olhar para o céu. Olhar para o céu não dá trabalho, não custa muito, é uma coisa simples e que pode sem sombra de dúvida mudar a nossa perspectiva. Semana Passada, fiz uma amiga olhar para o céu e ver como as nuvens se moviam rapidamente e como a Lua estava estonteantemente linda. Ficamos olhando por uns instantes e aí então, eu passei a dizer a ela a minha teoria sobre olhar para o céu de vez em quando. E é isso que eu quero dizer para vocês agora. Quando eu olho para o céu, e vejo um cenário não muito usual, começo a me recordar do Salmo 19: 1, que diz: "Os céus proclamam Tua glória e falam do que fazem as Tuas mãos." Aquele que proclama não é nada comparado ao "que" ele proclama. Da mesma maneira, a Glória de Deus é infinitamente maior daquela que muitas vezes capturam os nossos olhos no céu acima de nós. Outro fato que sempre ocorre à minha mente é ver aqueles astros, e no caso daquela noite, a Lua e pensar que Deus mesmo, o próprio, firmou todas essas coisas. Como Ele é tremendo não é? Se com maestria, Ele orquestrou todos esses astros e estrelas, cuidar da minha pequena existência não é muito para Ele. Ele tem o controle de tudo e essa soberania de Deus me encanta. Então: Olhe para o céu mais vezes. Tenho reparado que muitas pessoas não olham para cima. Vivem com sua visão limitada à horizontal, ao que é humano, desencantado, corrupto. Se envolvem tanto em seus próprios problemas, sem lembrar de que existe sim, um Deus tremendamente Todo-Poderoso, para quem não há limites. 14 de dezembro de 2008 Conformismo Nesses dias tenho pensado no quanto nós nos conformamos muito facilmente com as coisas. E muito facilmente nós esquecemos quem somos e aceitamos as escórias de um viver que está muito abaixo do que Deus quer pra nós. Mas isso não deveria ser, porque muitas vezes nem sabemos quem somos nem mesmo temos entendimento do quanto especiais Deus nos tem feito. Então nesse círculo vicioso de quem tenta mas não consegue, quero dizer que me decido por Ti, Jesus. Quero ser quem Tu sonhaste que eu fosse quando morreste naquela cruz e pensavas que assim os Teus filhos teriam acesso à Tua graça, que assim poderíamos alcançar as bençãos espirituais que tu reservaste pra nós. É por Ti que eu me decido...em ser como Tu queres que eu seja e não me conformar com os padrões deste mundo. 8 de dezembro de 2008 Lógica "O nosso amor a gente inventa pra se distrair e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu..." (Cazuza) Será que a gente inventa o nosso amor? Mais ou menos. Detesto o mais ou menos, sou adepta do 8 ou 80. "Mais ou menos" pra mim não existe...só nesse caso. Um belo dia conhecemos uma pessoa. Acontece algo dentro de nós. Pura mágica. Temos a sensação de que aquela pessoa é a nossa metade, quem buscávamos desde muito tempo. Aquela criatura que chegou para nos completar, nos fortalecer. Mas (sempre tem um "mas") juntamente com esse clima de magia vem a projeção. Construímos uma imagem em torno do ser escolhido. Criamos uma ilusão e, por vezes, colocamos o amado num pedestal. Ele se torna intocável, seguro e protegido. E o pior: sem defeitos. Sim, no começo tudo é lindo e florido. É uma equação: paixão + castelos de areia = ser amado. Não há nada melhor do que o tempo e a convivência para percebemos o que realmente é latente, o que grita dentro de nós e o que sentimos de verdade. Tudo isso somado ao fato de que, com o tempo, as pessoas mostram quem realmente são. E quando o amor acaba, o que nos resta? O que pensamos? Ele existiu? Sim, existiu. O que é nosso as pessoas não tiram. Só nós sabemos o que sentimos, o que fala nossa alma. Amamos, nos entregamos. E o "ser perfeito"? Ele não era perfeito. Ilusões e castelos de areia são criados e são, realmente, inevitáveis. Acredito que, de fato, nós "inventamos" o nosso amor. Sentimos, mas criamos. Amamos, mas valorizamos qualidades talvez inexistentes. Inventamos o amor para viver. Inventamos o amor para evitar a solidão. Muitas vezes os castelos são desmoronados pela vida, mas nos agarramos ao passado, procuramos construir tudo novamente, numa tentativa incessante de evitar o confronto com a desilusão e com o medo de ficar só. Leo Jaime quer encontrar a fórmula do amor. Eu quero encontrar a lógica do amor. E vocês? |
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A Borboleta
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