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14 de Outubro de 2008 Mudanças Eu mudo bastante, com uma freqüência violenta. Um dia eu quis muitas coisas, outro dia eu não gostava de muitas pessoas e em outra vez eu perdia a paciência mais rápido do que Miojo-fica-pronto-em-três-minutinhos-calma-minha-gente. Então eu percebi que a gente vai mudando, se adaptando, levando, se acostumando, se ajeitando, renegando, rejeitando, se recuperando. Há cinco anos eu adorava boate, lugar cheio de fumaça, música alta e gente saracoteando na minha volta. Hoje eu detesto, prefiro lugares mais calmos, gente mais serena. Há quatro anos pensei ter achado o big love da minha vida e então descobri que a gente não acha amor nenhum: ele nos acha e se apresenta. E de vez em quando (ou de vez em sempre) ele se atrasa, mas chega. Há poucos dias pensei que iria enlouquecer por estar com um pé quase nos trintinha e, vou te contar, estou bem resolvida. Ainda bem que a gente muda, tem que ter coragem. Mais do que isso: é preciso ter desapego. A mudança é fruto da nossa comunicação com o mais profundo de nós. E, você sabe, nem sempre conseguimos falar com o nosso próprio eu. Às vezes dá ocupado. Ou fora da área de cobertura. O que não podemos é deixar de tentar, uma hora chama. Trim-trim, pode ser pra você. |
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A Borboleta
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