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29 de setembro de 2008 Eu te encontro... Ahhhh, "Aquela" companhia vou encontrar. Sabe quando você encontra aquela companhia que te trás bons momentos e bons pensamentos? Aquela pessoa que te faz pensar em coisas boas, que te trás conhecimentos novos, novos pontos de vista e sensações maravilhosas? Que te fala sobre a vida dela, que vai se abrindo aos poucos, dando espaço para que você faça parte da vida dela. Aquela pessoa que te passa segurança, boa vontade e força de espírito, uma pessoa que já viveu muito, que te deixa com um sorriso de orelha a orelha só de pegar na sua mão? Aquela pessoa que quando toca em você faz você perder seus sentidos? Aquela pessoa que quando você vê, faz o tempo voar, e se não resolve os seus problemas, também não o deixa pensar neles, não naquele momento em que estão juntos. Eu ainda não encontrei.Mas anseio me relacionar com alguém assim tão diferente de mim. Alguém que tenha pontos de vista, gostos e maneiras tão diferente das minhas. Uma pessoa que vive também para outras pessoas, que como pra mim, trás felicidade, dá carinho e segurança a outros. Pode ser pensamento de começo, pensamento de “paixonite”, mas vejo quase a perfeição nessa minha companhia. Relacionar-me com alguém assim, me fará bem, me fará querer crescer também. Vou querer ler mais livros, ler mais jornais, escovar mais os dentes, assistir menos televisão, estudar mais, mascar menos chicletes, me exercitar mais, querer viver mais. 15 de setembro de 2008 Amigos. Pra começar bem a semana é bom receber o incentivo de um amigo. Pra terminar bem a semana é necessário obter o abraço de um amigo. Seja rindo, seja levando: esperamos eles lá, infalíveis. Hoje não é o dia do amigo, mas nunca acreditei em datas, gosto das minhas. Nunca acreditei no que dizem, gosto de pagar pra ver o que acontece. Tenho diversos conhecidos, amigos mesmo tenho alguns. Eles nem precisam de explicações, me entendem seja com minhas palavras, seja com o meu silêncio. Seja com minha presença, seja com meu sumiço. E é justamente pra eles que quero deixar o trecho da Martha Medeiros, que achei lindo. "Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos. Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta. Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego. Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu. Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador. Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém." (Martha Medeiros) Acrescentando: amém, tenho mais de um. Quem é amigo da India mesmo sabe. Obrigada por serem tão especiais e presentes na minha vida. Pra começar e terminar bem a semana, tenho vocês sempre. 9 de setembro de 2008 Who I am? Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim. 7 de setembro de 2008 Sabe o que todo mundo quer? Todo mundo quer alguém. E eu também. Mas eu não quero alguém-comum. Quero alguém diferente. Uma pessoa que goste de viajar. Goste de cachorros. Cinema. Que me traga chocolate quando eu estiver na tpm (e fora dela). Não quero uma pessoa que me canse. Nem me dê muito trabalho, muito pelo contrário. Quero uma pessoa simples. Que seja fácil de se apaixonar. Que se dê bem com os meus amigos. Que goste dos dias ensolarados e das noites de luar. Que não se importe e nem dê muito valor para os meus deslizes e loucuras-diárias. Que tenha pequenos sonhos. Grandes sonhos. Que divida os sonhos. Alguém que não faça uso apenas de palavras e frases-de-efeito. Que tenha atitude. E personalidade. E seja inteligente. Que tenha o olhar sincero e o sorriso verdadeiro. Quero alguém que não seja muito sério. Que seja divertido e saiba rir. Mas rir de verdade. Uma pessoa que não tenha a cara amarrada. Também não pode ser ciumento, mas tem que ter ciúme. Aquele ciuminho besta, mas que não faça cenas. Não quero alguém complicado. E estressado. Quero alguém leve, com um lado colorido e que goste de beijar na chuva. E que me surpreenda. E que não goste de viver na rotina. Uma pessoa que mande flores. E escreva cartas. Ou poesias. Ou palavras soltas num guardanapo de papel de boteco. Que saiba que com o coração não se brinca, mas que brinque com os problemas que acontecem no dia-a-dia. Que goste de champagne. E coca-cola. Que aprecie a culinária e goste de bar com bancos de madeira. Que goste do mar e do barulho que as ondas fazem. Que segure a minha mão nos filmes de suspense. E terror. Que ature a minha mania de querer tudo pra ontem. E as minhas tantas outras manias esquisitas. Que goste de música. Que NÃO goste de pagode. Que goste do John Mayer. E do Arnaldo Jabor. Que não ache idiota as comédias-românticas. Que goste de romance. E de carinho. Mas que não seja grudento. Alguém que seja amoroso, mas que respeite meu espaço. E que não seja espaçoso. Quero alguém que não ache vergonhoso chorar. E se sentir perdido. E que entenda meu sorriso-segurando-o-choro. E que não ache que é coisa de menininha uma mulher chorar. Alguém com coragem. Sem medo da vida. E sem medo de viver. Alguém que viva. E que saiba amar. Alguém que já tenha tido um amor. E que já tenha chorado por ele. Afinal, quero alguém que saiba o que é amar. E que saiba dar valor pra isso. 4 de setembro de 2008 Fiquei pra "titia"... Hoje, 04 de Setembro de 2008, nascerá o meu primeiro sobrinho ainda que torto e sou a criança mais feliz. Ser tia-torta é a melhor sensação do mundo, não tem palavra que consiga descrever o que significa de fato levar a coroa de tia. Aquele pequeno ser, você sabe, é uma parte sua. Tem pai, tem mãe, mas tem tia. E tias são peças importantes, ainda mais uma tia como eu. Estou me achando, mas eu sou uma boa tia, e sei disso. Ele será o bebê mais maravilhoso que já vi na vida e isso não é papo de tia coruja. Será perfeito, com olhos lindos, um nariz bonitinho, uma boca bem desenhada, mãozinhas lindas, todo lindão e eu apaixonada, encantada pelo João Davi. Uma das partes chatas de crescer é ver que nem tudo é perfeito. Meu sobrinho nascerá e eu não poderei estar lá no exato momento. Não, não sou uma tia desnaturada. Ossos do ofício. Mas meio-dia, estarei lá, parada olhando minutos consecutivos aquela carinha doce e serena, tão pequeno, tão novo, tão sensível, tão dependente, tão frágil e tão amado. Pequeno João Davi, vou te ensinar a pintar e a pronunciar as palavras certas, vou trocar muito as tuas fraldas, te contar histórias que já existem e inventar outras tantas, vou te dar aulas na escola bíblica, ainda vamos correr pelos parquinhos, brincar de carrinho, jogar bola, vou te levar nas festinhas e na escola e vou te ensinar a ser um homem não-canalha. Saiba que desde antes do seu nascimento já estamos juntos. Sua tia é coruuuja mesmo. E o que eu realmente quero que você saiba é que não importa o tempo que passe, o que aconteça ou o que a vida nos ensine. Não interessa quem somos ou quem vamos nos tornar. O que vale é o que carregamos dentro de nós. E você, guarde isso na memória para todo o sempre, eu carrego junto comigo todos os dias. Declaro que fiquei "pra titia" do filho da Rainha. Com muito orgulho. E tenho dito! 2 de setembro de 2008 Remember? Lembra de alguns sonhos encaixotados? Do poder do recomeço. Da força que pensamos não existir até que a coisa aperta e a gente se toca que tem que continuar vivendo, custe o que custar. Do banho de cachoeira naquela cidadezinha do interior do interior onde só existem passarinhos e mato. Das noites de verão chuvosas que vocês ficavam jogando canastra. Do gosto daquela fruta esquisita que só tinha na casa da sua avó. Das balas que você ia comprar naquela quitanda e que tinham gosto da infância. Daquele menino (menina) que você gostou e que era o grande amor da sua vida. Dos mil amores da sua adolescência, pois toda a semana havia um novo amor. E um novo choro. Da primeira vez que você tomou um porre e vomitou no meio da rua. Daquele dia lindo em que ele (ela) apareceu e disse que você era a única pessoa que importava no mundo. Daquele dia horrível em que ele (ela) disse que você era a única pessoa que não importava no mundo. Daquele estranho que foi a pessoa mais atraente que você conheceu, mas vocês se olharam uma vez e ele desapareceu no horizonte. Daquele filme que você nunca mais esqueceu. Daquela cena que você não consegue tirar da cabeça. De um sorriso que você nunca verá igual. Do perfume que você não esquece. Da sensação de estar de mãos dadas com aquele alguém. E de sentir a areia fofa e quente no meio dos dedos dos pés. Daquela rua estreita que você andava de bicicleta ao entardecer. Do seu primeiro tombo. Da dor do joelho ralado. Da primeira vez que você sentiu seu coração parar, aquela sensação mágica e indescritível de gostar de alguém. Da segunda vez que você sentiu seu coração parar, aquela sensação dolorosa e indescritível de sofrer por alguém. Dos lenços de papel espalhados pelo chão do quarto. Do seu coração espalhado pelo chão da casa. Do copo cheio de lágrimas. Da alma cheia de cores e alegrias. Do frio na barriga. Do corpo trêmulo. Do gosto do amor. Da pessoa que fez seu universo se arrastar ou correr demais. Daquela dança no meio do bar vazio. Do conforto do colo da sua avó. Do cheiro das folhas das árvores da sua cidade. Dos seus traumas. Dos seus medos. Dos seus planos. De quem você foi. De quem você queria ser. De quem você é. Daqueles instantes em que você ficou olhando para um ponto fixo sem pensar em nada. E pensando em tudo. Lembra? |
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A Borboleta
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