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30 de julho de 2008 Sonhar não custa. Se eu pudesse voltar a minha infância com direito a um pedido...eu queria viver um conto de fadas com final feliz aos 25 anos. Hã?! Como assim Conto de fadas? Sim, um lindo romance, idealista, deprimente, mas, contudo, revigorante. Com visita à infância, o tesouro mais puro, quando somos capazes de tudo, sobretudo, de sonhar igual eu tô sonhando agora, rs. Queria eu ser dona desse jogo, ser árbitra, vencedora, simultaneamente. Ser capaz do melhor e do pior, desafiar todos os tabus, as autoridades, as regras. Rir numa cumplicidade que só o sonho seria capaz de entender. Anda meu amor vem, estimula o meu pensamento, agita as minhas emoções, faz-me entrar nesse sonho mesmo aos 29 anos. Questiona pois as minhas certezas, obriga-me a ver a vida segundo um novo ponto de vista. Eu quero que O amor apareça aqui, perante meu constrangimento e negação, como egoísta, cruel, ciumento afim de quebrar promessas, as minhas promessas. 28 de julho de 2008 Uma lição... Em algum momento da vida, você já desperdiçou uma oportunidade que se apresentou como a chance da sua vida? Talvez, motivado por algum acontecimento no passado, preferiu não “arriscar-se”, ou melhor, não tentar. Acontece com muitas pessoas. Comigo já aconteceu. Medo de não conseguir. Medo de assumir um “Compromisso” maior que me julgava capaz de realizar. Não se preocupe. Todos nós somos passíveis de falhas, de medos. Mas também somos dotados de recursos naturais, espirituais e intelectuais, que nos tornam capazes de superar esses detalhes, quando identificados e aceitos. Digo: aceitos. Por que só podemos mudar uma situação se a aceitarmos como algo que nos incomoda, nos impede de crescer e de nos desenvolver. Creio que ilustrando esse raciocínio com uma historinha, vai ficar mais fácil a compreensão. Não é mesmo? Certa ocasião, uma menina que tinha adoração por patins, pediu, pediu, tanto fez que um belo dia, ela conseguiu seu objeto de desejo. Ficou muito feliz com o par de patins, não desgrudava dele um minuto sequer, era dia e noite, a menina e os patins. Mas aconteceu algo perturbador. No primeiro tombo, no primeiro arranhão, ela ficou com medo de estragar os patins e resolveu guardá-los. Os patins ainda eram a coisa que ela mais queria o que ela mais gostava de fazer era estar com eles. Mas ela preferiu apenas ficar olhando e não usar mais para não estragar. Os patins não cabem mais no seu pé. A menina, acometida de profunda tristeza, chora e lamenta os anos perdidos e que não vai mais poder recuperar. Poderia sim comprar outro par, mas nunca seriam iguais aqueles. Assim como a menina da história, são as pessoas. Guardam sentimentos, com medo de vivê-los, de se machucar e depois, quando resolvem retomar este sentimento, muitas vezes ele já passou de sua melhor fase. Aqueles patins eram especiais para a menina, eram únicos, por mais que comprasse outro não iria ser igual.
Então, não guarde os patins, apenas para não estragá-los. Mais tarde podem não servir pra mais nada a não ser lembranças. Se fizermos isso, será como se deixássemos para ser feliz em outra Hora. Pense a respeito. E aproveite esse momento para transformar seu dia num bom dia. 20 de julho de 2008 De bem... Falar menos. Ouvir mais.
17 de julho de 2008 Escrever É um momento absoluto. Um momento de consagração entre a minha alma e a minha mente. Um momento de silêncio total. Um momento em que me entrego ao papel e sinto o aroma das palavras. A tinta começa a ganhar sentido e a definir o meu espírito. Esta é uma terapia através da qual a minha alma ganha contornos. Um momento sem censura, a não ser aquela que é auto-imposta. Momentos mágicos em que deixo a imaginação fluir e em que o discurso não tem de ser necessariamente lógico ou racional. É a minha lógica, a minha razão. Sou uma simples moça. Vivo pequenos episódios. Sozinha. Eu e as palavras. ***Pessoal muito obrigada pelas palavras e gestos de carinho. Adoro vocês! |
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A Borboleta
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