|
10 de Abril de 2008 Poder Já te falei que você tem o poder de tirar o melhor de mim? Não consigo ser o que quero... O que me encabula é a insistência em querer que eu seja, sou o que sou. Não deixar de sê-lo exige coragem, que às vezes acho que não tenho. Mas sempre me surpreendo, quando te vejo. Só quero aprender a lidar com você, eu queria me levar disfarçada de você pela vida inteira. É sempre um perigo se atrever com isso Eu ando com certos medos, mas é melhor nem tocar. Eles desaparecem quando a noite chega Engraçado que não tenho medo de escuro, apenas de gente. E deixar de acreditar em papai Noel é a nomenclatura do filtro que passei a usar. Você sempre será o mesmo de sempre pra mim, Que nem a felicidade! Preciso me reorganizar, voltar a ser gente. Assim fico que nem coruja, não falo mal das corujas, elas são o máximo. Mas elas não gostam muito de gente. Um dia tive uma coruja, tinha um olhão, ou melhor... Dois, parece vesga, por que tem os olhos grandes e olham pra gente de um jeito... Entram dentro da gente, são penetrantes. Ela não tinha nome não, só coruja mesmo, que nem se eu me chamasse gente, apenas gente, ou mulher. Esse sorriso é inesquecível... Por mais estranho que isso possa parecer, nos conhecemos mais que tudo, e o "estranho" se cansou da gente. Ainda bem, não é? Se mudou. Acho, na verdade, que nunca simpatizou. Rodeou, rodeou e num fez morada não. Ele é assim mesmo, só fica onde dão pouso, e a gente não tem espaço pra estranhezas, não, somos tão definitivamente nós que nada mais cabe. Fica mal te dizer que te amo??? Calma, que as coisas se ajeitam, e quem sabe o medo não vira alegria... |
|
A Borboleta
|