78 anos
(…)
Quero voltar! Não sei por onde vim…
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
Tornou-se eterna essa grande poeta, suas palavras dobraram o tempo…
78 anos sem você e ainda estás aqui e aqui ficará para sempre….





Luciano Said:
on at 8:21 pm
Fico feliz por ainda estar postando aqui. Sou fã deste blog.
RICARDO PORTERO Said:
on at 7:06 pm
Florbela Espanca é simplismente magistral, com sua poesia aveludada nos leva ao seu tempo.
Ademir Bandeira Said:
on at 3:52 pm
Foi por um acaso que descobri a poesia de Florbela, agora falo para todos os meus amigos (Amantes da Poesia) desta mulher maravilhosa. Ter a oportunidade de ler estas palavras lapidadas com muita perfeição é muito bom e faz o amante da poesia sonhar…. Abraços, Ademir Bandeira – Palmas/TO - Brasil
Rosangela Alvares Said:
on at 4:04 pm
Que lindo são estes versos,encontrei neste blog uma certa magia,
é divino.Foi de grande estima ter em mãos tão valioso poema.
É bastante enriquecedor,poder ler,esta grande obra.
Nos faz voltar ao tempo. Obigada por nos dar esta oportunidade,
um abraço,Rosangela-Bhte-MG
mana Said:
on at 10:44 pm
Flor, três décadas te acompanho, sentindo o quanto foste frágil, o quanto foste incompreendida por sua delicadeza. Seu dom Divino
foi capaz de traduzir através das palavras sentimentos que por vezes sentimos. Alma doce!
josue sena Said:
on at 4:56 am
Devaneios Tontos
Um anjo mandou-me beijos,
E beijos, ai de mim,
Acendem-me sonhos e desejos,
Por suaves lábios de cetim
Terei recônditos arquejos,
Estarei a arder por fim
De paixão por quem não cortejo,
Ao recebê-los desse querubim?
Dilemas dessa vida,
Tão cheia de desencontros,
E excessivamente abastecida
De devaneios tontos,
A tornarem minha rota mui sofrida,
Pois a segui-los não estou pronto
Jordana Ávila Said:
on at 2:47 pm
A cada dia me apaixono mais por ela. A cada dia acredito mais na imortalidade de suas palavras. A cada dia.
Soraia Colaço Said:
on at 7:08 pm
Descobri Florbela nos meus 22 anos. Inicialmente fiquei deslumbrada, pois sou amante da poesia. Em cada fase da vida vivo um verso. Depois percebi quão profunda a poesia desta mulher, quão serena sua existência, quão impetuosa sua paixão pela vida. Sou porta voz de sua poesia.
Edm Said:
on at 4:21 pm
Sou o mais novo fã do blog! ^^
Adoro a forma comque ela se expressa, queira um dia me expressar assim.
Conheci por acaso, num dia em que viajei para cuidar do meu falecido pai em São Paulo, minha namorada mandou para mim Triste passeio,
então surgiu a curiosidade de saber quem escreveu tais versos!
Rebeca Said:
on at 11:49 pm
Foi por acazo que me debate com a poesia dessa maquinifica poeta, quanta sencibilidade, quanta fragilidade, quanta força numa so pessoa e em saber que ela foi tam inconpreendida ,mas que deixou valiosas obras para nos apaixanar!
hildebrando bartolomeu de lira Said:
on at 12:48 pm
Para mim, comentar, Florbela Espanca, ainda dói !!!!!!!!
À Florbela Espanca.
Perdoe minha amada, estar tão triste,
Não sabia da vida tua; eu a ignorava,
Bateu-me hoje à porta, dedo em riste…
A dor! E nem viu, quanto eu chorava!
Revi em mim, teus pedaços dispersos,
Estavas tão frágil! Tentando reuni-los,
Juntei-me a ti, catando outros versos…
E, vi que os beijavas então; a uni-los.
Peço-te perdão, por toda humanidade!
Se te apraz, tomes por tua, a saudade
Que se fez ninho, refúgio das tristezas…
Morada definitiva de amores negados
Chávena balsâmica, aos desesperados…
Que na vida recolhem; só as asperezas.
Cor Del 13/12/09
Renes Said:
on at 5:01 pm
Acredito!
Entendo em mim…
São realmente profundos os sentimentos de Florbela
Sua alma é ………………………….. humana!
Silvan R. Araujo Said:
on at 8:02 pm
Sem palavras.
Um engasgo, um entalo,
e uma lagrima verte em sangue o coração…
Uma saudade. Um sufoco.
Chega ser quase morte…
morrer de querer, de encanto, de pasmo,
diante desses versos tão lindos.
augusto Said:
on at 10:25 pm
Comprei uma vitrola antiga e depois um LP da Amelinha, em um sebo. A primeira musica do disco era um poema de Florbela, entrei aqui para conhecer mais….. uma parte da minha alma um ntanto assim “melancólica” se regozijou…..
YONE Said:
on at 8:31 pm
TRES VERBOS QUE CARACTERIZAM OR VERSOS DA IMORTAL FLORBELA: AMAR ,SOFRER E MORRER!ATRAVÉS DELES ELA DEIXOU TRANSPARECER TUDO O QUE SE PASSAVA EM SUA ALMA ANGUSTIADA.
Vagner Chiarini Said:
on at 10:11 pm
Adorei!! Sempre ouvia falar de Florbela, mas agora tive a oportunidade de poder conhecer seus escritos. Gracias. Belo site, e estou a frequentá-lo cada vez mais! Parábens
Lethéia Said:
on at 8:21 pm
Descobri à pouco tempo a Florbela…virei fã incodicional….
Aysha Almeé Said:
on at 12:52 am
aaaaaahhhhhhhhhhh…
amei o blog.
Naeno Rocha Said:
on at 7:29 pm
ROSA AMOROSA
Que o vento não maltrate
Os galhos verdes-musgos
Onde fostes gerada.
Não se modifique, impresso nas paredes,
O rosto dos teus altares.
Nenhuma nota de tuas canções,
Aí no teu peito.
Que não soprem os ventos
Sobre o fundo dos teus passos nas areias
E que não se desfaça o sono dos teus cabelos.
Que o vento não turve o teu lago translúcido,
Velhas imagens sem fim mostrando-se.
Que não se transfigure nenhum arvoredo
Nem as cores de nenhuma casa,
Nem os teus sonhos de Deus e dos altos.
Calçadas, ruas - redutos escusas de vultos e ecos.
Formosa,
Que a te protegerem fiquem os ventos de asas quietas
E um silêncio de paz azul.
Seja uma encosta límpida que te guarde,
E de onde eu te contemple,
De um doce amor,
Só de ternura comovido.
Formosa, sejas sempre flor,
Eternamente.
Naeno Rocha
Naeno Rocha Said:
on at 7:31 pm
PRECISO DE AMOR
Preciso de amigos
Diverso, ante a apatia dos que exercitam o mal
Confessos no reconhecimento de que somos iguais.
De sensato argumento explícito nos olhos
De que não viramos janta de canibal.
Eu quero amigos,
Que ao me verem triste
Não se fixem em apenas compartilhar dessas lágrimas.
- Que eu mesmo posso enxugá-las -.
Que sejam também atentos
A outras desventuras, sintomáticas
Como minha mão gelada
E a taquicardia que me retarda o ar.
Que nos abraços que viermos trocarmos
Oculte, com discrição,
Os batimentos do meu coração.
Que me façam acreditar nessa máxima:
- Somos guerreiros do mesmo Deus
Que Ele dos seus lugares insondáveis nos olha
Com seus olhos de proteção e amor -.
E porque é bom ter notícias de Deus sempre.
Que me oriente na virginal procura de mim
Estradas dos meus pesadelos.
De ofensas vãs
Da mesma dor, igual.
Que não concorde quando eu culpo a vida
Por não haver sido gentil comigo.
Mostrando-me o caput do poema
Onde fala de que todos somos naturalmente iguais.
Eu quero amigos que nunca recitem
O poema das “rosas predestinadas.”
Preciso de amigos que me escrevam vez em quando.
Preciso de amigos que nos lugares ermos
Fiquem a me mostrarem passarinhos e flores
Como se nunca os tivesse visto.
Como se fôssemos divididos, em homens e mulheres.
Preciso de amigos, que, se lhes pergunto
Com toda a infantilidade, ainda em mim
E eles fechem os olhos, em gestos de esforços, até lembrarem.
E nos pronunciem, com o lume aberto do dia:
- Qual das montanhas que vimos,
Julgas ser mais, bonita e imponente?
E eu sem poesia lhe dissésse:
Foram tantas… Mas duas mais me encantaram
Duas negras montanhas, que sombreavam à nossa frente.
Que ao andarmos lado a lado,
O sol desenhava à frente, duas colinas bem assentadas.
E eram montanhas que se abraçavam.
E ainda preciso de amor.
Naeno Rocha
Patrícia Correia Said:
on at 3:09 pm
A Flor, realmente é bela, em palavras que revivem o sentido da existência do ser. Sentimentos expostos com maestria da alma. Dor e amor com o mesmo fervor!
Maria Júlia Said:
on at 5:28 pm
Muitíssimo bom este blog. Se como poetisa que sou eu já era fã de Florbella, agora sou ainda mais.
Diva Said:
on at 3:36 pm
Quanta poesia! quanta beleza, num jogo de palavras que faz palpitar mais forte o coração…!