Escuta…
À Beatriz Carvalho
Escuta, amor, escuta a voz que ao teu ouvido
Te canta uma canção na rua em que morei,
Essa soturna voz há de contar-te, amigo
Por essa rua minha os sonhos que sonhei!
Fala d’amor a voz em tom enternecido,
Escuta-a com bondade. O muito que te amei
Anda pairando aí em sonho comovido
A envolver-te em oiro!… Assim s’envolve um rei!
Num nimbo de saudade e doce como a asa
Recorta-se no céu a minha humilde casa
Onde ficou minh’alma assim como penada
A arrastar grilhões como um fantasma triste.
É dela a voz que fala, é dela a voz que existe
Na rua em que morei… Anda crucificada!
Florbela Espanca - Trocando olhares - 21/07/1916





Diana Said:
on at 8:55 pm
Sempre gostei de poesia, mas só muito recentemente lhe comecei a dar a importância q merece…
Adoro os versos de Florbela. Cmo é q é possivel, sentimentos q sinto e não consigo explicar serem tão bem (d)escritos?
penha melo Said:
on at 1:58 pm
:!:Maravilhaaaaaaaaa!!! adoro tudo que é poesia, o vento,as flores, as os olhos de uma criança também se faz poesia em minha face,. algo merecivelmente bem melhor que nos………
Cristhina Said:
on at 12:25 am
:razz:Eu sempre amei toda forma de expresssão escrita, quando li Florbela Espanca percebi que poesia é a expressão da alma escrita com letras…Ai cada vez que a releio, sei estou certa quando digo que ela tem uma delicadeza especial pra falar de sentimentos que nos assustam e nos confundem.
Adorei encontrar esse site.
cássia Freitas Said:
on at 2:56 pm
Cristhina querida leitora, realmente poesia é a expressão da alma e Florbela faz isso como ninguém,sou apreciadora dela desde meus 18anos e cada vez que leio, é tudo magico,inesperado..
mana Said:
on at 12:55 am
Florbela me inspira, abre meu sentimento,
revela aquilo que não consigo dizer sobre
o amor
“Fala d’amor a voz em tom enternecido,
Escuta-a com bondade. O muito que te amei.
Belo site.
josue sena Said:
on at 4:19 am
Devaneios Tontos
Um anjo mandou-me beijos,
E beijos, ai de mim,
Acendem-me sonhos e desejos,
Por suaves lábios de cetim
Terei recônditos arquejos,
Estarei a arder por fim
De paixão por quem não cortejo,
Ao recebê-los desse querubim?
Dilemas dessa vida,
Tão cheia de desencontros,
E excessivamente abastecida
De devaneios tontos,
A tornarem minha rota mui sofrida,
Pois a segui-los não estou pronto
Jader Said:
on at 9:42 am
que manjar, esses poemas maravilhosos
ana paula Said:
on at 10:05 am
Sempre gostei de poemas e da folrbela espanca esntão,seus poemas
nos mostra ua verdade,algo talvez inesplicáveis mto bom….
mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!
danny Said:
on at 10:56 am
De um certo tempo,de um modo doce passei a adimirar poesia e a doçura das palavras.Poetas magnificos aqueles que falam tudo com sentimento,não existe nesse mundo sensação melhor que colocar sua angustia em uma simples folha,sentimento é algo que poucos controlam mas muitos tem que dominar.Florbela Espanca me passa a sensação de sofrimento,porém de uma mulher muito forte,sábia o bastante para poder transmitir a dádiva de em seus poemas(pensamentos)voar,somente que viver a situação de um poema pode entende-los.
Eulalia Gonçalves Said:
on at 1:07 pm
boa tarde:
Adorei este Espaço (site ou blog…não interessa). Tenho 58 anos e estas duvidas na minha idade são permitidas. Adorei por revelar tão profundos conhecimentos da nossa poetisa-Maior e da forma como tais conhecimentos estão organizados. Quase lugar-comum mas parabéns mesmo!
Também eu sou uma Florbeliana convicta e pintando desde há muito pouco foi a ela que dediquei a minha 1ª exposição. Irei leva-la em Dezembro a Vila Viçosa e a inauguração será no dia 8. Porque todas as homenagens são poucas para esta mulher que pairou sempre sobre os comuns e cuja lira sublime nos legou poemas inexcediveis.
Eulalia
Blog:tintadeguache.blogspot.com
Francisco Pedro Said:
on at 6:56 pm
Ó duros versos pungentes
de minha Flor(bela) Espanca
Trazes sentidos eloquentes
e cruéis, minha dor alavanca
Francisco Pedro Said:
on at 7:00 pm
Adoro Florbela Espanca, gostaria de que ela fosse minha contemporanea, prá entender melhor tanta dor em sua vida cheia de cultura.