Rústica
Eu q’ria ser camponesa;
Ir esperar-te à tardinha
Quando é doce a Natureza
No silêncio da devesa,
E só voltar à noitinha…
Levar o cântaro à fonte
Deixá-lo devagarinho,
E correndo pela ponte
Que fica detrás do monte
Ir encontrar-te sozinho…
E depois quando o luar
Andasse pelas estradas,
D’olhos cheios do teu olhar
Eu voltaria a sonhar,
P’los caminhos de mãos dadas.
E depois se toda a gente
Perguntasse: “Que encarnada,
Rapariga! Estás doente?”
Eu diria: “É do poente,
Que assim me fez encarnada!”
E fitando ao longe a ponte,
Com meu olhar cheio do teu,
Diria a sorrir pro monte:
“O cant’ro ficou na fonte
Mas os beijos trouxe-os eu…
Florbela Espanca - Trocando olhares





Jéssica Amâncio Said:
on at 6:08 pm
Ah ler Florbela é como exalar um suspiro.
Fafa Said:
on at 6:40 pm
Lindo seu blog.
Bjs
Larissa almeida Said:
on at 3:41 pm
Parabéns pelo blog, amo Florbela
Parícia Serêno Said:
on at 5:47 pm
É fascinante seu blog, assim como Florbela, parabéns pelo profissionalismo!! Vou fazer um espetáculo sobre Florbela, quer me ajudar a escrevê-lo??Moro no Rj, e você??
Giele Santos Said:
on at 10:12 pm
Admiro muito Florbela , quando crescer quero fazer poesias igual a ela.