Cravos vermelhos
Bocas rubras de chama a palpitar,
Onde fostes buscar a cor, o tom,
Esse perfume doido a esvoaçar,
Esse perfume capitoso e bom?!
Sois volúpias em flor! Ó gargalhadas
Doidas de luz, ó almas feitas risos!
Donde vem essa cor, ó desvairadas,
Lindas flores d´esculturais sorrisos?!<
...Bem sei vosso segredo...Um rouxinol
Que vos viu nascer, ó flores do mal
Disse-me agora: "Uma manhã, o sol,
O sol vermelho e quente como estriga
De fogo, o sol do céu de Portugal
Beijou a boca a uma rapariga..."
Florbela Espanca - Trocando olhares - 17/06/1916





Pâmella Moura! Said:
on at 12:33 pm
Realmente demais, uma amiga minha ja havia me apresentado seus poemas e tinha gostado! Mas confesso que só agora bateu uma imensa vontade de saber um pouco mas sobre eles, o que falam etc…Descobri em cada um uma beleza enorme…Completamente sem pálavras eles ja dizem tudo!
hannah Said:
on at 2:20 pm
fantástico
Liliane Maria Mamede Monzoli Said:
on at 7:48 pm
Não menos que sublimes.