Vulcões
Tudo é frio e gelado. O gume dum punhal
Não tem a lividez sinistra da montanha
Quando a noite a inunda dum manto sem igual
De neve branca e fria onde o luar se banha.
No entanto que fogo, que lavas, a montanha
Oculta no seu seio de lividez fatal!
Tudo é quente lá dentro…e que paixão tamanha
A fria neve envolve em seu vestido ideal!
No gelo da indiferença ocultam-se as paixões
Como no gelo frio do cume da montanha
Se oculta a lava quente do seio dos vulcões…
Assim quando eu te falo alegre, friamente,
Sem um tremor de voz, mal sabes tu que estranha
Paixão palpita e ruge em mim doida e fremente!
Florbela Espanca - Trocando olhares - 04/05/1916





piano Said:
on at 2:14 pm
um largo abraço abraçado aqui.
contigo. Nela.
parto.
volto depois das “festas”.
baci.
Tamara Said:
on at 4:08 pm
P E R F E I T O!!!
Neilde Said:
on at 4:36 pm
Tudo deleita-se na mais profunda existência mórbida de uma alma: Florbela! Ela surge assim, simplesmente…
E eu sigo a amar cada escrito.. O seu amor posto em poemas e lágrimas.!
E eu sigo amando assim: Loucamente!
Any xiz Said:
on at 1:16 pm
Sem comentarios…
FRANCISCA LAYLLA Said:
on at 8:55 am
COMO DIZIA O POETA: NÃO HÁ MAL PIOR DO QUE A DESCRENÇA MESMO O AMOR QUE NAO COMPENSA É MELHOR QUE A SOLIDÃO!
Ariadne Cavalcante Said:
on at 9:45 pm
Que lindo esse soneto! ! Maravilhoso! Adoro! Florbela é demais! Beijos!