Sol Posto

Sol posto. O sino ao longe dá Trindades
Nas ravinas do monte andam cantando
As cigarras dolentes… E saudades
Nos atalhos parecem dormitando…

É esta a hora em que a suave imagem
Do bem que já foi nosso nos tortura
O coração no peito, em que a paisagem
Nos faz chorar de dor e d’amargura…

É a hora também em que cantando
As andorinhas vão p’lo meio das ruas
Para os ninhos, contentes, chilreando…

Quem me dera também, amor, que fosse
Esta a hora de todas a mais doce
Em que eu unisse as minhas mãos às tuas!…

Florbela Espanca - Trocando olhares - 29/07/1916

3 Comentários »

  1. ana maria machado Said:

    on at 4:24 pm

    :lol::roll::???:Li o primeiro conto de Florbela Espanca aos 10 anos de idade,,e lembro que um daqueles contos me marcou..li na bibliotéca da escola que estudava, depois nunca mais consegui encontra este livreto …hoje procuro como louca;… será que vocês podem me ajudar….lembro bem que o conto se chamava “O pôr do sol” ou algo parecido….conta q um rapaz leva uma moça p/ ver o Pôr do sol e acaba encurralando-a em um desses túmulos , de onde ela nunca mais sai…Por favor me ajudem a encontrar este conto…me mandem algum sinal…desde já obrigada…

  2. Vera Nascimento Said:

    on at 12:52 pm

    Cara Ana Maria, o conto ao qual você se refere nesse comentário é “Venha ver o pôr-do-sol”, de Lygia Fagundes Telles. Está presente no livro “Mistérios”.
    Um abraço e parabéns ao dono desse lindo site, visito-o sempre.

  3. cristiane carvalho Said:

    on at 9:58 am

    maravilho ;;;;como todos os poemas dessa eterna poeta.

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