Humildade

Toda a terra que pisas, eu q’ria, ajoelhada,
Beijar terna e humilde em lânguido fervor;
Q’ria poisar fervente a boca apaixonada
Em cada passo teu, ó meu bendito amor!

De cada beijo meu, havia de nascer
Uma sangrenta flor! Ébria de luz, ardente!
No colo purpurino havia de trazer
Desfeito no perfume o mist’rioso Oriente!

Q’ria depois colher essas flores reais,
Essas flores de sonho, estranhas, sensuais,
E lançar-tas aos pés em perfumados molhos.

Bem paga ficaria, ó meu cruel amante!
Se, sobre elas, eu visse apenas um instante
Cair como um orvalho os teus divinos olhos!

Florbela Espanca - Trocando olhares - 12/07/1916

6 Comentários »

  1. David Bravo Said:

    on at 3:29 am

    noooossa!!!
    q sexy esse poema!!! adorei!!!
    ja vou copiar pra seduzir alguem! hehehehehe
    mas kem?? aff…

    enfim amei!

  2. Morghana Costa Said:

    on at 10:26 pm

    Divino!

  3. Thaís Damasceno Said:

    on at 5:09 pm

    Uauuuuuuuu!
    que lindoooooo, magnífico!

  4. mana Said:

    on at 11:16 pm

    Toda a terra que pisas, eu q’ria, ajoelhada,
    Beijar terna e humilde em lânguido fervor;
    Q’ria poisar fervente a boca apaixonada
    Em cada passo teu, ó meu bendito amor!

  5. thamires Said:

    on at 12:57 pm

    Esses poemas são lindos demais amo forbela

  6. Florbela Dalma Said:

    on at 2:42 pm

    Toda a obra da Florbela é apaixonante,os seus poemas são uma inspiração,por vezesum pouco depre….

    .

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