Saudade
És a filha dileta da noss´alma
Da noss´alma de sonho e de tristeza
Andas de roxo sempre, sempre calma
Doce filha da gente portuguesa!
Em toda a terra do meu Portugal
Te sinto e vejo, toda suavidade
Como nas folhas tristes dum missal
Se sente Deus! E tu és Deus, saudade!…
Andas nos olhos negros, magoados
Das frescas raparigas, Namorados
Conhecem-te também, meu doce ralo!
Também te trago n´alma dentro em mim,
E trazendo-te sempre, sempre assim,
É bem a pátria qu´rida que eu embalo!
Florbela Espanca - Trocando olhares - 17/06/1916





descaminho Said:
on at 10:41 pm
Nossa,não conhecia bem os textos de Florbela Espanca. Mas pelo que andei lendo aqui gostei muito! Voltarei para ler mais. Algum problema se linkar o blog no meu?
Isadora Said:
on at 8:34 pm
:wink:Sou apaixonada por poesias, sou poetisa, minha inspiração vem dela, florbela, no qual me indentifico demais pelos caminhos percorridos. Florbela linda flor, coração que carregou além do amor a grande dor, de não viver o tão sonhado amor!
Isa..:>
mana Said:
on at 5:49 pm
Florbela declara em poesia a verdade covardemente ironizada pelo mundo moderno!
Patrícia Said:
on at 4:31 pm
Florbela, deixou em seus versos uma beleza triste, que todos nós temos … ela conseguiu exteriorizar isso muito bem, por meio de palavras simples e o que é maravilhoso, esse legado será eterno! Pois será sempre atual!
Ela foi um anjo que passou pela terra!
Parabéns pela página!
Marli Nóbrega (Ipueira/RN) Said:
on at 2:30 pm
Tenho verdadeira paixão pelos sonetos de Florbela. Nunca vi nada tão intenso, tão profundo no sentir, no amor como seus versos… A inspiração de Florbela é regada por um sentimento nobre que não se explica, embora se conheça à longa data. Florbela “a poeta eleita” a sonetista eterna…