Árvores do Alentejo
Horas mortas… Curvada aos pés do monte
A planície é um brasido… e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!
E quando, manhã alta, o sol posponte
A ouro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota d´água!
Florbela Espanca - A mensageira das violetas





Liza Said:
on at 7:59 pm
Re:Árvores do Alentejo
Só tenho a dizer de alma aberta
que é um soneto maravilhoso
vou indo neste alerta
pois a Vida brindanos com um sol gostozo…
De:LiZa
Liza Said:
on at 8:06 pm
Re:Árvores do Alentejo
Só tenho a dizer de alma aberta
que é um soneto maravilhoso
vou indo neste alerta
pois a Vida brinda-nos com um sol gostozo…
terra moirisca
De:LiZa
Liih Chan Said:
on at 5:51 pm
Sobre esse lindo poema so ha uma coisa a dizer…
Realmente belo,tocante feito para pairar nos coraçoes…
Vejo nele o reflexo de um coraçao apaixonado,enamorado…
Os poemas dela me lembram ate alguns dos meus,mais nao chegam perto da beleza dos dela,queria eu ser genial como Florbela…