Desdém
Andas dum lado pro outro
Pela rua passeando;
Finges que não queres ver
Mas sempre me vais olhando.
É um olhar fugidio,
Olhar que dura um instante,
Mas deixa um rasto de estrelas
O doce olhar saltitante…
É esse rasto bendito
Que atraiçoa o teu olhar,
Pois é tão leve e fugaz
Que eu nem o sinto passar!
Quem tem uns olhos assim
E quer fingir o desdém,
Não pode nem um instante
Olhar os olhos d’alguém…
Por isso vai caminhando…
E se queres a muita gente
Demonstrar que me desprezas
Olha os meus olhos de frente!…





Neuma Said:
on at 10:44 am
Quando achamos que Florbela já disse tudo o que poderia ser dito, nos aparece um poema com o tal, capaz de exprimir o mais profundo dos sentimentos!
Obrigada por trazer até nós esse deleite!
maria Said:
on at 11:09 am
isto me lembrou de quem passa o dia
a me olhar despercebido
e quando meus olhos
seguem esse caminho
ele sorri
ingenuo
e nao desvia
embora rubro
seus olhos dos meus
e me encanta
esse desejo puro
que ele tem
uma vez por mes.
Sabrina Valletta Said:
on at 10:26 am
A maneira pela qual o poema foi escrito, como dor e desafio ao mesmo tempo é extremamente supremo!
Seu site continua lindo como sempre!
Parabéns!
Sabrina
P.s: Como tenho seu end. no meu flog, agora colocarei no meu outro canto tudo bem?