Neurose de mim mesmo Malvados Subscribe to my feed

Fernando Pessoa Estou ouvindo

Estou ouvindo

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Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim…
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir…
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas… e que estão escritas
do lado de fora do papel… Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia…
como
uma pobre lanterna que incendiou!
Mario Quintana
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Linha
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2 Respostas to “Ao vento”

  1. Carol Shake Says:

    Que lindo poema!!!!!
    Adorei!!!
    Fiquei com inveja da foto abaixo. tenho muita vontade de visitar esse museu. bjos.

  2. Lu Says:

    Lindu! Eu quase postei este mesmo poema hoje!!! Gostei do blog, volto com certeza!

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