Sexta Poética

A Sexta Poética foi criada para divulgar os poetas que eu tanto gosto, sim egoísta eu sei, mas é um espaço semanal para se aprender(ler) mais sobre cada poeta, não digo que são biografias enormes e detalhadas mais sim sínteses, sei que muitos não iram ler, não os culpo nem ao menos julgo, esse espaço é para quem gosta e quem quer saber mais, creio que seja uma semente, quem sabe faça nascer uma curiosidade…
A poesia continua sempre em alta e se não mudando o mundo de uma vez, vai modificando aos poucos.

01 – Al Berto
02 – Eugénio de Andrade
03 – Maria Teresa Horta
04 – Fiama Hasse Pais Brandão
05 – Sophia de Mello Breyner Andresen
06 – Alexandre O´Neill
07 – Cesário Verde
08 – Teresa Balté
09 – Natália Correia
10 – Mário Cesariny
11 – Mário de Sá-Carneiro
12 – José Tolentino Mendonça
13 – António Gedeão
14 – Daniel Faria
15 – Ruy Belo
16 – António Ramos Rosa
17 – Manuel Gusmão
18 – António Franco Alexandre
19 – Adília Lopes
20 – Ana Luísa Amaral
21 – Maria Azenha
22 – Albano Martins
23 – David Mourão Ferreira
24 – António Forte Salvado
25 – Manuel da Fonseca
26 – Irene Lisboa
27 – Maria do Rosário Pedreira
28 – Maria João Cantinho
29 – Sebastião Alba
30 – Ana Hatherly
31 – Rosa Alice Branco
32 – Natércia Freire
33 – Camilo Pessanha
34 – Vasco Gato
35 – Cruzeiro Seixas
36 – António Gancho
37 – Jorge Sousa Braga
38 – Maria Aurora Carvalho Homem
39 – Rui Pires Cabral
40 – Isabel Meyrelles
41 – José Augusto Seabra
42 – Egito Gonçalves
43 – José Agostinho Baptista
44 – Isabel Mendes Ferreira
45 – Manuel Alegre
46 – Luísa Ribeiro
47 – Helder Moura Pereira
48 – João-Maria Nabais
49 – Luiza Neto Jorge
50 – Nuno Júdice

“A poesia tem um papel na cultura, como a matemática e a música. Ela estabelece talvez um plano original no mundo do pensamento e imaginação, plano de síntese das forças espirituais, ponto onde todos os trabalhos do homem, o seu esforço e história, se unificam no súbito conhecimento de uma grande realidade: a vida do ser humano sobre a terra. Considero que todas as formas expressas da imaginação se concluem na verdade poética. O teorema de Pitágoras, a invenção da roda e do parafuso, a descoberta do arado, a ideia da igualdade dos homens, as astronaves, a arquitectura funcional, a revolta contra os tiranos – tudo isso em que a civilização se aplicou, e foi e é um degrau imaginado no percurso para um tempo melhor, encontra a sua beleza ao atingir o poema. E o ofício daqueles que procuram revelar aos homens a beleza dos seus próprios actos não pode ser inútil, porque talvez se não lutasse tão ardente e pertinazmente, se não se possuísse a consciência da beleza da luta. É este papel que, quanto a mim, se destina à poesia. Assim, ela liga-se à história, reflecte-a na sua forma pura, fulminante.”
{Herberto Helder}
Extracto do artigo Ofício de Poeta, publicado na Revista êxodo – Coimbra 1961.
