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Sexta Poética 43

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Formas

Há sempre uma madrugada
em que os candelabros de ouro enaltecem
as tuas formas,
a tua alquimia de pecado e volúpia,
há sempre,
no teu sorriso breve,
uma brisa que regressa do mar,
trazendo o lamento dos náufrafos,
a sua sede irremediável.
Nestas horas de assassinada alegria
ergues os braços e uma súplica,
mas ninguém te ouve, ninguém te vê,
encerrada numa túnica de cores puras.

{José Agostinho Baptista}


José Agostinho Baptista
Nasceu a 15 de Agosto de 1948 na cidade do Funchal (Ilha da Madeira), colaborou na imprensa, nomeadamente no Comércio do Funchal e mais tarde no República e no Diário de Lisboa, cujo suplemento “O Juvenil” o tornou conhecido como poeta.

«Assim é a minha vida.
Hoje,
só os desertos me conhecem. Nada mais.»

Desde então e ao longo dos quinze livros já publicados, a sua poesia vem sendo reconhecida como uma das mais originais e importantes na atualidade.

«ainda que o digas não partirei -
conheço a nostalgia que vive para sempre no coração da
infância e dos barcos.»

Responsável por diversas traduções, de autores renomados, foi Condecorado pelo Presidente da República com as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, 1 de Julho de 2001.

«Só quem ama pode
acabar assim, cheio de um riso louco.»

A poesia de Agostinho é delicada, algumas vezes um pensamento lírico que baila em nossos olhos, poesia livre, alguns dos seus poemas nos faz sentir na pele as palavras, permite muito isso, nos conhecer um pouco por palavras de outro, altamente recomendado.

«Folheia-me como a uma árvore de folhas soltas,
se é outono.»

Ótimo fim de semana pra você.

Fernando Pessoa – Poema do Dia: “XL” - Leia!!!
Florbela Espanca – Poema do Dia: “Oração de Joelhos” - Leia!!!

Queima tudo, inceideia-me mais.
Beija os vastos desertos da minha combustão.
Não digas nada.
Ao crepúsculo, conduz-me ao redil,
faz soar os guizos, canta junto ao moinho de
vento.
{“José Agostinho Baptista”}


9 comentários

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  1. «Só quem ama pode
    acabar assim, cheio de um riso louco.»

    ando assim, querendo umn riso louco…

    beijos moço Bill

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  2. “Só quem ama pode acabar assim, cheio de um riso louco.”

    Perfeito isso né rsrsrs

    Beijos

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  3. Muito prazer José Agostinho!
    Obrigada querido Bill por mais esse ;)
    dias lindos, excelente findi
    beijos

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  4. DO

    Como sempre uma excelente indicação nas super – sextas,hehehe

    Abração,grande Bill!!

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  5. Tinha escolhido esta frase «Só quem ama pode
    acabar assim, cheio de um riso louco.», e parece que reúne consenso…

    Talvez seja sinal de que não existe nada melhor na vida do que um riso louco provocado pelo amor…

    Beijo Bill.
    um óptimo fim de semana.

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  6. nossa q lindo…amei demais esse 1o. poema..cheio de amor e paixão.

    /(,”)\\
    ./_\\. Beijossssssssss
    _| |_……………..

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  7. menina hortelã

    “Folheia-me como a uma árvore de folhas soltas”

    Gostei muito das palavras de José Agostinho Baptista.

    [=

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  8. Oi moço…obrigada por me apresentar à obra de tão doce poeta. Sempre, sempre tão bom vir por aqui!…sempre que puder, meus olhos aqui. Em ti. Bjs…

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  9. Leitura a ter em conta.
    ;)

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