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Sexta Poética 24

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Fonte

Água que tombas na superfície
Lisa dos meus olhos, és presença
De sempre, sabida na difícil
Viagem tão longa do silêncio…
E o teu contorno de aragem líquida
Desenha-se agora no meu sangue.

Fonte: origem clara da possível
Comunhão do amor com a distância!…

{António Forte Salvado}


António Forte Salvado
António Forte Salvado nasceu a 20 de Fevereiro de 1936, em Castelo Branco. Poeta, ensaísta, antologista, crítico, editor e tradutor. Licenciado em Filologia Romântica pela Faculdade Clássica de Lisboa, foi professor e museólogo.

«Por tanto olhar o que jamais eu vi,
por tanto ver o que jamais olhei»

Colaborou com vários jornais e revistas portuguesas e estrangeiras. É membro da Cátedra de Poética Fray Luís de León, da Universidade Pontifica de Salamanca.

«São frutos as palavras –

e pinto no seu rosto
um tal perfume intenso
que o murmúrio da casca
na minha mesa acende
a cupidez do fogo.»

Estreou-se como poeta em 1955 com “A Flor e a Noite” e conta já com mais de trinta e cinco livros publicados.
Alguns dos seus poemas foram musicados por Maria João Pires e Cristina Branco. Foi distinguido com vários prémios em Portugal, Espanha e Brasil.

«Os acenos distantes / não chegam a quebrar melancolias / à cor desvanecida do meu sangue… / E uma nesga de fé não criaria / um novo anelo à minha confiança»

Um doce poeta, seus poemas tem uma riqueza lexical e, por consequência, uma densidade unica. Altamente recomendado.

«Escrevo como quem sem viço colhe / d’um qualquer seco arbusto / exíguas cascas de pequenos brotos / que ali ficaram para quê e mortos / mas que sonharam o sabor de frutos»

Otimo fim de semana pra você.

Fernando Pessoa – Poema do Dia: “Há sem dúvida”- Leia!!!

A conversão do olhar:

de surpresa em surpresa,
essas minúsculas coisas
tão ausentes
tão remotas
tão gravadas
nas pupilas do vivido…

{“António Forte Salvado”}


13 comentários

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  1. Jana

    To lenta, to com sono (fui dormir as 4 da manha) em entupi de sushi/sashimi e caipirinha, e não entendi patavinas do que ele quis dizer kkkkkkkkk

    Beijos

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  2. Mel

    Um fim de semana como a água, límpido e claro.
    Beijos, amigo.

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  3. Saramar

    Gostei muito, Bill.
    esse olhar o que jamais viu é de profundo significado.
    Obrigada.

    beijos, bom final de semana.

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  4. DO

    Achei de extremo bom gosto,Bill

    Otimo fds a vc TB

    Abração!!

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  5. Tina

    Oi Bill!

    Nossa que linda essa frase de olhar o que nunca se viu: amei! Obrigada por dividir.

    beijos querido e bom fim de semana.

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  6. Dani

    Impecável como toda sexta…
    Beijocas, ótimo final de semana

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  7. Andei longe daqui na sexta poética mas no sábado feliz agradeço por mais um poeta de belas palavras.
    Lindo findi Bill
    beijosss

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  8. e vc como sempre com revelações
    um grande conhecedor de poesias ^^

    ótimo final de semana

    “O pensador não cria verdades, apenas, sai do óbvio”
    (Elanklever)

    Bjos da -=Þëqµëñä Þö놡zä=- !!!

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  9. Kaya

    Oi Bill :-) ) to passando aqui pra te deixar um beijo e desejar um ótimo domingo repleto de paz…….

    =*************

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  10. Amanda

    Notei nele uma certa ousadia um tanto incomum aos portugueses. Deve ser impressão causada pela sua fisionomia? Não sei… Gostei muito!

    Beijos, Billúchko!

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  11. Patty

    Como é bom aprender com vc, Bill.
    Obrigada!!!
    Beijos e boa semana!!!

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  12. Senhorita Bill Pimenta

    António Forte Salvado,não conhecia.E quando fui fazer minha pesquisa básica me encantei com o poema bucolismo(s).Ô Bill me tira uma dúvida,esse último verso que colocou ali não é David Mourão Ferreira?Opa,você é que é o entendido de literatura portuguesa,mas é que uma vez você me mandou este com o nome desse David.

    Resposta:
    Sim amor meu, estas certa, deixei o mesmo verso da semana passada e nem percebi.
    Obrigado por me alertar doce anjo, já arrumei x)

    :******

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  13. Luisa Maria Franganito de Sá Araújo

    Não posso deixar de comentar minha apreciação em relação ao trabalho do Professor Salvado, de quem fui aluna nos 6º e 7º anos do Liceu em Castelo Branco, nos anos de 1972/3.
    Não o conhecia como poeta nem escritor. Mas como professor e comunicador do conhecimento devo considerá-lo um dos melhores professores que tive.
    Nesta oportunidade, gostaria de lhe enviar meu abraço de ex-aluna e agora fã da sua poesia. Este meu desconhecimento em relação às suas atividades literárias se devem ao facto de eu ter me afastado de Portugal em 1981, logo após ter-me formado em letras na Universidade de Lisboa.
    Meu abraço Luisa

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