Canto De Contos

Membros do Canto de Contos
Ashfixia – (…)
Beatriz – Se perguntarem por mim, digam que voei
Bill – Realidade Torta
Clarissa – Instantes Clarissa
Conteúdo Latente – Conteúdo Manifesto
Ipslon – Tetros
Isa – Piano
Kaotica – O Pafuncio
Klatuu – Crónicas da Peste
Legivel – Papel de Fantasia
Luís Teixeira – Chama Lunar
Maite – A quilómetros de mim
Parrot – Incomplete
Pedro Pinto – Sexta-Feira
PiresF – Espreitador
Rafaela – Fragmentos de um Espelho
Rui Semblano – A Sombra
Rui Soares – Blogdoruy
TB – Linhas de Pensamento
Teresa Durães – Voando por aí
Vanessa – Voz Calada

Ao escrever sobre o que sentimos acabamos por vezes a sentir o que escrevemos porque o escrevemos. Explico-me. Às vezes, escrevem-se coisas porque vão umas com as outras, porque rimam significados ou simplesmente ficam bem. Porque as palavras procuram outras de uma certa maneira irrecusável. E depois já está. As palavras possuem esse poder de moldar o que a mão ao escrevê-las queria dizer. Escrever não é um acto de um sentido só, uma espécie de rua de sentido único entre o que temos dentro e o que aparece de fora, escrito. Este «de fora» que parece ser a escrita, se molda o que depois ao ler sentimos, é porque está ainda «de dentro». Mas às vezes o cansaço apodera-se de nós, e temos vontade de parar. Não sei se de escrever, se de sentir, possivelmente de estar sempre a pensar nisso. Parar: vontade de fechar os olhos e ver.
Dylan Thomas – A mão ao assinar este papel
