Uma esperança chamada Maria
Dezembro 17th, 2006
Findava o ano de 75 quando o mundo desabou sobre ela. O partido, que tinha sido até aí a sua vida, a sua razão de existir e que, a desviara de paixões, contrárias então à moral proletária, pela mão de um seu recrutado na Faculdade de Direito de Lisboa: o “Camarada Veiga” que assinava no “Luta Popular” dirigido pelo Fernando Rosas, um artigo duríssimo com o título “Fogo sobre a renegada Morgado”, faria com que, o divórcio se consumasse.
O “Camarada Veiga”, opositor da Linha Negra de Saldanha e, empedernido militante da Linha Vermelha liderada pelo “educador da classe operária”, não sabia então, que prestava um serviço (talvez o único mas que se agradece), ao povo português.
Maria, desiludida com o partido e com o rumo da democracia, desilusão consolidada por uma breve passagem pela cadeia das “Mónicas”, tornando-a e ao seu marido Saldanha Sanches que foi para ao Forte Militar de Elvas, nos primeiros presos políticos pós 25 de Abril, em vez de se entregar aos lavores, encontra refúgio nos estudos candidatando-se ao Centro de Estudos Judiciários.
Optando pela magistratura do Ministério Público, a justiça passa a ser a sua nova paixão, enquanto, o antes empedernido militante “Camarada Veiga”, trocava a Linha Vermelha do “educador da classe operária” pelo laranja de outro partido, aonde, se viria a destacar nos jogos de bastidores.
Maria viria a ser mais tarde, uma arguta directora nacional adjunta da Policia Judiciária. O “Camarada Veiga” primeiro-ministro de Portugal. Maria tem a sua fase áurea quando chefia o DCICCEF – departamento de combate ao “colarinho branco” que, pôs em andamento, vários mal cheirosos, sinistros, escandalosos e melindrosos processos neste país, granjeando-lhe então o merecido título de “Dama de Ferro”, mas que, no reverso da medalha, a puseram com uma abstrusa acção administrativa, na prateleira. O “Camarada Veiga” numa altura extremamente difícil para o país e depois de várias tropelias, prefere abandona-lo a troco de um lugar de prestigio na U.E., entregando-o ao inverosímil e absurdo Santana que se viria a revelar um impensável governante
Hoje, enquanto o “Camarada Veiga”, prepara o terreno na procura de um tacho pós-presidência da U.E., a Maria que trocou as gangas por Ana Salazar, é convidada pelo aparentemente empenhado, novo procurador-geral da República para sua adjunta, com a difícil tarefa, de dirigir e coordenar a investigação de tudo o que esteja relacionado com o processo “Apito Dourado”.
Veremos se a deixam, desta vez, terminar o trabalho, porque os negócios escuros do futebol e a arrogância das suas subespécies, têm agora à perna, uma mulher com eles no sítio.
Categoria: Política e Sociedade
1 Comentário Comente você tambem.
1. Niyosh
Gracias carif1o ohohoh no me lo puedo creer, me has hecho caso. Mirando las fotos menos Okinawa peacre cualquier sitio de cualquier parte del mundo occidental, aparte de USA claro. Pero las fotos muy bien, vas mejorando. No me imagino un ambientador de Obama, eso nada me1s se les puede ocurrir a los yankis. bf Te imaginas llevar a Zapatero en el coche ? sereda como una historia de terror.La foto de la noria en el agua muy bien. Felicitats carif1o-PD .. Escribe me1s, que se te hecha de menos.Bueno yo, el resto no se, pero me gusta leer tus historias.Petonets
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